Fazendo polêmica...

Por vezes que gosto de uma polêmica, mas mais para ouvir do que para falar, maaassss hoje isso será uma exceção.
Uma das coisas as quais sempre comentamos é o amor ao próximo ou amar a nós mesmos. E eu ainda e sempre vou me debatendo com as pessoas pelo meu caminho pela falta de amar a mim mesma, me aceitar, me olhar ao espelho e saber me reconhecer quem eu sou. Por horas que isso é fácil, por tempos que não é. É fácil quando coloco o foco da minha vida em mim, o que deveria ser óbvio e fácil e sem problemas, mas nem sempre assim funciona a minha dinâmica, pois eu me dôo e muito aos outros quando gosto, quando quero bem e mesmo quando não gosto, mas teimo que acho que gosto. Esse é o pior e o que mais tenho pago ultimamente. Passado passado passado, que ainda trago para o presente, como se eu tivesse que pagar alguma penitência. Quando na verdade ninguém (mais) está me punindo ou me cobrando ou me exigindo nada, apenas eu mesma que por diversos momentos sinto pena de mim, o que é horrível. Acho que um dos piores sentimentos é pena, principalmente quando se sente pena de si mesmo. Sinto pena de mim por não ter reconhecido naquele devido momento o meu valor ou o baixo valor do outro, da não validade do ato que vira fato e assim me pus por diversas vezes em segundo, terceiro ou nenhum plano, quando quem deveria ser e sempre a estrela principal da minha vida, eu mesma!! Quero acreditar que isso tenha mudado, e que hoje eu passei a ser a estrela que brilha, do que ser a coadjuvante da minha própria história. E aí por diversas vezes vi essa conotação no FACEBOOK:
"Quem não te procura, não sente a tua falta. Quem não sente a tua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você. E não trate como prioridade quem te trata como opção."
E eu já conhecia a última frase há anos e é a única coisa a qual eu concordo 100% com os dizeres acima. Pois, há muitas pessoas as quais eu sinto falta e que infelizmente eu não as procuro. Seja falta de tempo mesmo, quando você já correu o dia todo e está deitado, ou tomando banho ou indo se deitar e aí você se lembra daquela pessoa e confesso, penso, bate saudade mas quando vemos o dia passou. E isso não significa que eu não sinto sua falta, apenas mostra que nossos caminhos seguiram passos diferentes e que por vezes é difícil entrar em contato, ligar e aparecer. Seria uma questão de prioridade, mas nem tanto de importância. Não mostra que eu não a ame porque eu não a procuro. Afinal, quantas frases já foram postas também ao dizer sobre uma amizade que perdura mesmo com a distância e com o tempo, mesmo sem se ver e que quando se vê parece que foi ontem que nos falamos?? E não somente o destino coloca as pessoas na sua vida, pois por vezes que procuramos problemas e pessoas a entrarem em nossas vidas. E aí muitas vezes teimamos o erro até aprendermos que as coisas boas virão quando aprendermos a deixar ir embora as coisas ruins. E que momentos de plenitude duram muito pouco. E quanto a verdade, essa dói muitas vezes, e a mentira também. Pois a mentira normalmente faz parte de nossas vidas até descobrirmos a verdade, aí temos que dizer, ouvir e ver a verdade diversas vezes para crer e isso vai doendo até termos o entendimento de que aquilo agora é a verdade e o que foi era a mentira. E aí a mentira passa a doer menos, pois vamos abrindo mão dela e até abrir mão do que tínhamos por verdade, dói. Todo aprendizado dói. Sair de onde está para um lugar melhor dói, mexe com a rotina, move o conforto para uma nova zona. E nos é difícil valorizar somente e apenas aqueles que nos valorizam, pois apenas sabemos o nosso valor quando sabemos o valor alheio também. Não há como medir sem parâmetros, sem valores diferentes, sem um eixo. E quem disse que o que eu vejo no espelho é o certo? Pois ver é uma coisa, enxergar é outra. E para os pais somos sempre os melhores, afinal são pessoas que matam e morrem pelos filhos, mas já para a sogra... E sem dúvida nenhuma, jamais deveríamos tratar o opcional como prioridade. Mas na falta de autovalorização, supervalorizamos o que de valor não tem nada. E um dos aprendizamos é esse, não se desvalorizar para valorizar o outro. Não se desprezar a fim de prezar o outro. Somente nos valorizando é que ofertaremos o melhor de nós. Julgamos que seremos mais felizes se abandonarmos nossos princípios ao invés do objetivo. Pois quem gosta de perdas?? Mas poucos ainda preferem aceitar uma derrota digna e nisso acabam insistindo por uma "vitória" desonesta. *
* palavras de Roberto Shinyashiki

E 'para variar', uma música por Pedro Mariano... ainda estou toda ele! A gravação não está das melhores, mas além de ser a música a qual gostaria de postar, é do dia que fui ver seu show em SP e que melhor demonstra a sua empolgação.

Comentários

Malu disse…
Grata por acompanhar minha página de blogagem. Conheça outros espaços nos quais colaboro. É só passar por minhas páginas e verá.
Um grande abraço. E saiba, polemizar nem sempre é bom. Eu acredito em opiniões não em polêmicas. Aqui vi seu ponto de vista que deve ser respeitado.
Abraços e SUCESSO!!!
Nâna Pessoa disse…
Obrigada pela visita, volte sempre!

Abraços,
Nâna
.... se aceitar e amar não é tão complicado, quando sabemos o que queremos e para onde vamos, e quando acreditamos nos nossos valores, independente do que as pessoas pensam, claro, ouvindo outros pontos de vista e mudando quando for necessário o nosso.. se o outro modo de olhar a vida nos pareça mais agradável.... acho que a liberdade de estar sempre com alguém, fisica ou mentamente, como homem&mulher, ou na simples relaçáo de amizade, está em respeitar, a nós e ao outro.... E quando puder, estar sim, ao lado daqueles que nos são caros.... mesmo que virtualmente!

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