E onde mora o romantismo?

Dia dos namorados... eu sei, eu sei, eu sei estamos fora dessa época.

E eu sempre vi toda essa movimentação, essa uriçada que dá nas pessoas em comprar presentes, fazer o que for possível para demonstrar seu amor, ou mesmo para aqueles que só gostam de fazer o que manda o figurino. Mas ainda sim faz parte da história uma rosa vermelha, um jantar a luz de velas, fazer amor ao final da noite ou no meio ou ao amanhecer do dia. Mas é a Lua que chama os amores, é o dia que antecede e guarda as expectativas. E por vezes que são nesses dias que nos sentimos mais aptos a nos declarar, a nos dissolver, a nos fazer para quem por vezes desfaz de nós.

Já tive noites perfeitas e mais do que perfeitas mas não no dia dos namorados. Foi no nosso aniversário de namoro, foi qualquer dia da semana, foi no nosso reencontro, foi para matar nossas vontades, foi na expectativa de ter algo melhor, foi sonhando que aquela noite seria o meu final feliz para sempre.

Jantar a luz de velas na penumbra dos nossos olhares,
Roupas que cobrem os objetos de desejo,
A pele que camufla nossos defeitos morais,
Na certeza que tudo acabará na melhor das mesas,
Irei te servir o melhor banquete,
Mas por favor, não me traga champagne que minha sede é outra...


p.s.: e eu ainda te espero por aqui

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