"Quando um não quer, dois não têm."

A cada passo um aprendizado.
A cada momento uma verdade.
A cada ano um reconhecimento.

Fazia um certo tempo que eu não me deparava com este tipo de pessoa na minha frente. E assim dentro desse período ao qual não tive contato com esse tipo de pessoas, por este breve momento havia esquecido em como é cansativo impor o seu ponto de vista, a sua forma de pensar e ver os fatos. E por mais que tenha me incomodado, me doído ou até mesmo deixado a esperança se esvair por um brevíssimo milésimo de segundo nesse interim, meu maior presente foi me reconhecer em uma nova posição, em uma nova atitude, em uma nova escolha, em um novo conceito e em uma nova ação. Provei há mim mesma minha evolução, meu crescimento, minha absorção do aprendizado. Reinei sobre mim mesma!! Hoje não sei dizer se há maior felicidade que essa.

Conto um breve momento do que se passou:
Eu estava em um curso e eis que estávamos desenvolvendo uma atividade em grupo, eu e mais 2 mulheres, no qual uma delas muito imponente me aponta o dedo na minha cara dizendo que eu não sei do que eu estou falando, que eu preciso sofrer para saber do que ela estava falando, em como as pessoas são críticas, como as pessoas te julgam sem te conhecer. rsrs Pois é... e depois ouvi que o dedo na cara não era para mim, mas o jeito dela. O.K. que assim tenha sido, a ideia não é julgá-la, mas ponderar o que se passou comigo.
E assim pensei:

Se essa história tivesse acontecido há 10 anos atrás, eu teria batido de frente e dito que ELA quem não sabe das coisas e muito menos da minha história para falar daquele jeito.

Se esssa história tivesse acontecido há 4/5 anos, eu nada teria respondido e além de ter me calado, eu teria me interiorizado de tal forma negativa a ponto de achar que nada sabia das coisas mesmo e me perguntaria inúmeras vezes: - Quem sou eu??

Mas como essa história aconteceu hoje, eu simplesmente respondi com uma brincadeira, feita de coração, de sinceridade, de discontração. E ainda que a brincadeira não tenha sido aceita da melhor forma, não deixei meu valor se perder. Doeu pelo julgamento errôneo momentâneo, mas passou mais do que rapidamente esse sentimento ao me deparar que dificilmente irei encontrar com AQUELA mulher novamente. Mas indiferente a este fato, pois há muitas pessoas nesse mundo com o mesmo "humor", fiquei feliz ao me encontrar no final do mesmo pensamento, em um ponto de equilíbrio, de satisfação ao qual eu não tenho que provar a ela o meu valor. não tenho que brigar e nem competir por nada. Sou quem sou e finalmente estou aprendendo a me olhar no espelho, a me reconhecer nas ações e atuar de forma diferente em antigos contextos que por tantas vezes sofri. E ali, em um momento particular no meio de tanta gente desconhecida vem a inspiração:

A competição só existe se houver duas pessoas dispostas a competir! Se uma delas souber o seu valor, não haverá nenhuma necessidade moral, mental e emocional para lutar, na tentativa de provar o seu valor.

E entre essas palavras, o sentimento de me ver um pouquinho mais adiante, no encaixe de palavras com ações, de raciocínio com sentimento, foi maduro. Só espero pela sua consistência e solidez.


Comentários

Nana Andrade disse…
Oi querida Nâna,

Muito bom ver vc contando sua história, na verdade, cada post é, sim, um pouco de nossa história.

Vc foi realmente sábia em não se deixar levar pelo intimidação daquela senhora. Infelizmente, existem muitas dessas por ai, mas cabe a nós a decisão de ceder ou não. São coisas e pessoas ainda pequenas..não podemos cair em suas ignorância.

Eu, mts vezes, me silencio diante disso, afinal com quem não tem troca de ideas, não há diálogo, não há aprendizado.

Um beijão

Nana Andrade
Afetos e Ofertas

Postagens mais visitadas deste blog

Entender vs. Compreender

Morte e Doença - Death and Illness

Pay it forward