Tenho tido um certo rancor ou mesmo ira de pessoa muito próxima a mim. Me reservo em não dizer o quanto próximo é essa pessoa a fim de não ferir ainda mais a nossa relação, que sempre foi muito delicada. Mas gostaria de dividir a guerra que vivo internamente por conta desse relacionamento: não ser de qualquer forma a pessoa que as pessoas esperam que eu possa ser. Em um momento breve me perguntei o que seria pior, viver de forma a tentar por vezes contemplar a quem gostaria de ver feliz, sabendo que sua felicidade não depende de mim, onde acabo carregando esse rancor e ira devido a minha própria permissão dessa pessoa ultrapassar seus limites devido "ao amor incondicional" ou visto a roupa, a vida, as atitudes e decisões de uma vez por todas e assumir quem eu sou, agir como penso que devo e ser quem eu sou de verdade, sem esperar que me aceite, na certeza de que não preciso provar nada a ninguém.
Dificil, quando sem sabermos porque dessa necessidade de aceitação e aprovação quando não conseguimos ser quem se espera que sejamos. Um conflito ao qual eu vivo tempo demais se você considerar 24/7 que temos em contato com a nossa consciência.
E no final das contas eu acho que a presença do rancor e da ira é bem pior do que a não aceitação. Pois creio que se eu for quem eu quero ser, quem eu já sou, será mais fácil distribuir alegrias ao meu redor do que com essa carga negativa que é o ranço da negatividade que trás os sentimentos ruins.
Agora é só ter a coragem e o amor a mim mesma para seguir neste caminho. E entendo cada vez mais a importância em ter ido para tão longe para me descobrir tão perto. E me pergunto também se conseguirei me manter próxima estando tão perto? Por muitas vezes acho que não e me vejo outra vez, mas de forma mais definitiva atravessando o oceano.




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