domingo, 24 de março de 2013

Quando palavras de outrem se fazem as nossas,

fico à copiar e refazer e reescrever e repostar...

`Nosso Altar Particular

Há quem decore a vida na ponta da língua, outros rabiscam o próximo passo na ponta do acaso.
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Sem a intenção de trocar de mundo, apenas unir quem não coube em sua acidez.
Inventemos aqui, nesse solo fértil, veraneio da arte, palco do palhaço “ Randevu”, um baile de amigos em pleno velório do falecido monstro que cobria o horizonte de quem ama o que se pode ser. Aqui jazz uma solidão ignorante. 

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A partir de hoje uma nau de solidão navegará aliviada dos apegos impossíveis, e uma nova geração desvendará a ilha daqueles que sonham antes de dormir. Notas serão como uma leve pluma, lançadas ao vento com destino certo: afago no espírito, cócegas na alma, mimo na paz, inibir agonias, afrouxar todo o receio de ser devaneador. Na Rua do Acalanto, primeiro peito franco à direita, casa de janelas sempre abertas e dispostas ao novo, jardim de lindas rosas de espinhos prósperos, varanda ao infinito, mansão cor de legítimo coração, em frente ao público dessa nossa solidão. Ali a pena dançará e nenhuma câimbra na felicidade, nem faíscas de isolamento nos fará desistir de estarmos “todos juntos”.'

                                                                                                           Caio Sóh

Um comentário:

Malu Silva disse...

E quando as palavras são de FÉ, ESPERANÇA e TERNURA que sejam sempre... Abraços