quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Era uma vez...

tu recolhes a mão e deixa o olhar
repassa a tua esperança e subtrai os teus medos
cria em mim um novo andar

tu deixas estar e vai embora
refaz a tua caminhada e divide o teus sonhos
constrói em mim um novo altar

tu fixas a sua história e diz que quer a minha
reconduz as tuas ideias e me pede companhia
estabelece em nós um novo elo

e assim os contos de fada se fazem presentes no nosso dia a dia.

Porque fazemos as coisas pelo simples fato em querer fazer.

Controvérsia controvérsias controvérsias
A maioria da população acredita em alguma força maior regendo sobre nós, enquanto um pequeno número se apresenta descrente do mesmo. Seja por questões religiosas científicas filosóficas, o espaço que ocupamos é grande demais para ser só nosso. Muito trabalho para apenas uma vida. (essa é a minha concepção - creio que há algo além de tudo isso). Mas indiferente a crenças, no final das contas é o mesmo resultado: tomamos atitudes perante a nossa vontade e desejo. Fazemos o caminho pelo simples fato em querer fazer. Dizemos que acreditamos ser o nosso destino, dizemos que sentimos estar no passo certo. Mas quando há momentos de desespero, momento crítico, momento ao qual temos que escolher, morrer ou seguir, seguimos... não pela crença do que acreditamos, mas pelo simples fato de que queremos viver. O passo seguinte, mesmo que difícil, a escolha feita, mesmo com uma renúncia, o batalhar pelo ganho, mesmo com uma perda, o andar, mesmo que descalço, o comer, mesmo que cru, o viver, mesmo que doa, o amar, mesmo que não tenha garantias... escolhemos sempre seguir, não pela crença, mas pela vontade.



* Gravity

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

6... 12... 24...

Seis meses... Meia dúzia... Meio do ano... Metade...
Meio dia... Doze meses... Uma dúzia... Fim do ano... Começo do ano...
Um dia...

E meio que do nada me dou conta da presença dos números no dia a dia. Penso que alguma coisa se conecta com eles. E mesmo que tudo faça parte de um ciclo, houve um princípio. Se hoje começo, é porque em algum momento se deu o fim. Nem sempre do mesmo fato, mas talvez da mesma escolha. E nunca entendi o deixar a dieta para a segunda-feira. As promessas de fim de ano - ainda que me emocionasse mais em virada de ano do que no Natal. Pois entendo que se quero mudar, mudo agora, a partir deste momento. Não há espera, não há preparo, não há expectativa. Você é a mudança, pois você faz acontecer e não o tempo. O tempo te dá conhecimento, calos e cansaço. Aí você se propõe e faz. Mas quem quer mesmo mudança, começa já, não espera ver o sol nascer.

Mas vamos lá... acho que o dividir o dia, parar a semana, separar o ano e contar o tempo é fundamental para termos fôlego em continuar. Ou quem sabe, poder mudar a qualquer hora! :-)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"Brilho eterno de uma mente sem lembranças" 2

Se por algum acaso tentas mudar teu caminho e não consegue...
Mesmo que conheças o fim dele por já ter percorrido...
E ainda batalhas para que seja diferente...
Mas que sabes que vai terminar tudo por igual...
Apenas aproveite o tempo que tens.
Saiba fazer do segundo um minuto, do minuto uma hora e da hora um dia inteiro.
Assim mesmo que tu tenhas um fim, tu terás uma história inteira para contar, dividir e rever.
Não tenhas medo, deixe acontecer e podemos apostar que irás gostar do dia completo de horas, das horas percorridas pelos minutos, dos minutos que chegaram em segundos e dos segundos que te mostraram o fim.
Nossa realidade é preenchida por estes segundos...
Simplesmente aproveite o caminho.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

domingo, 6 de outubro de 2013

"Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar."

ando meio estranha, não sei dizer porquê, nem com o quê. apenas estranha.
revejo minha memória e me lembro que pelas vezes que fiquei estranha alguma coisa estava prestes a acontecer. e penso hoje que o conhecer deste sentimento me traz conforto, pois a história me mostra que não estou louca em me sentir assim. e ao mesmo tempo uma certa preocupação, pois sabendo que alguma coisa esteja para acontecer mas sem saber o que será, vamos confessar, traz certa insegurança e "pre-ocupação" do tempo.
uma tia sempre fala que gostaria de entender o porquê das coisas... o porquê dela não ter feito um bom casamento... o porquê da minha avó ser o fardo dela... o porquê dela não conseguir casar de novo... o porquê dela ter conhecido e reconhecido o amor de sua vida e não ter ficado juntos... o porquê o porquê o porquê...
e por vezes que respondo: `mas tia, você realmente acha que tudo seria mais fácil se você soube todas essas razões?!?` aí ela só me olha e não responde. mas a admiro por outras coisas, ela que nesse bolo de porquês, soube seguir sozinha seu caminho, mesmo na insegurança de seus passos, e quando quer, ela abstrai o de ruim e absorve o de bom. com ela pude ver a mudança da compreensão dos fatos, mesmo a meio fatos, a meia verdade, a meia razão.
e o que tudo isso tem haver com minha sensação?!? pensei a mesma coisa por breves segundos: `poxa, queria saber porque me sinto assim, estranha...` e aí me passou na mente ela e tudo se misturou. passou o dia, separei as coisas, mas a sensação ainda está presente.
um sentimento estranho mas não desconhecido.
e talvez por isso que também dizem: "nenhuma atitude deve ser tomada em momento de raiva, como nenhuma promessa deve ser feita em momento de felicidade ou tristeza."
buscamos a paz com equilíbrio, a sabedoria sem exageros, a vivência sem estress.
buscamos o meio termo, mas nunca reconhecemos o meio, apenas o termo. e quando nos deparamos nas extremidades, vemos atitudes mal feitas, escolhas infelizes e tristeza pelo caminho. mas quando batalhamos para chegar ao meio do termo, conquistamos atitudes maduras, escolhas bem tomadas e alegria por companhia.
é... dias de chuva e dias de sol. noites quentes e manhãs frias, ou noites frias e manhãs quentes, seja como for, deixo as pegadas pelo caminho. e eis que a primavera chega, as flores iluminam meu jardim e o céu brilha a todo instante.

e quanto aquela sensação?!?... bem, o tempo saberá melhor do que eu o momento de passar, mas eu sei que não posso ser dominada por ela, e sim eu controlá-la. "Mente sã, corpo são."