domingo, 6 de outubro de 2013

"Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar."

ando meio estranha, não sei dizer porquê, nem com o quê. apenas estranha.
revejo minha memória e me lembro que pelas vezes que fiquei estranha alguma coisa estava prestes a acontecer. e penso hoje que o conhecer deste sentimento me traz conforto, pois a história me mostra que não estou louca em me sentir assim. e ao mesmo tempo uma certa preocupação, pois sabendo que alguma coisa esteja para acontecer mas sem saber o que será, vamos confessar, traz certa insegurança e "pre-ocupação" do tempo.
uma tia sempre fala que gostaria de entender o porquê das coisas... o porquê dela não ter feito um bom casamento... o porquê da minha avó ser o fardo dela... o porquê dela não conseguir casar de novo... o porquê dela ter conhecido e reconhecido o amor de sua vida e não ter ficado juntos... o porquê o porquê o porquê...
e por vezes que respondo: `mas tia, você realmente acha que tudo seria mais fácil se você soube todas essas razões?!?` aí ela só me olha e não responde. mas a admiro por outras coisas, ela que nesse bolo de porquês, soube seguir sozinha seu caminho, mesmo na insegurança de seus passos, e quando quer, ela abstrai o de ruim e absorve o de bom. com ela pude ver a mudança da compreensão dos fatos, mesmo a meio fatos, a meia verdade, a meia razão.
e o que tudo isso tem haver com minha sensação?!? pensei a mesma coisa por breves segundos: `poxa, queria saber porque me sinto assim, estranha...` e aí me passou na mente ela e tudo se misturou. passou o dia, separei as coisas, mas a sensação ainda está presente.
um sentimento estranho mas não desconhecido.
e talvez por isso que também dizem: "nenhuma atitude deve ser tomada em momento de raiva, como nenhuma promessa deve ser feita em momento de felicidade ou tristeza."
buscamos a paz com equilíbrio, a sabedoria sem exageros, a vivência sem estress.
buscamos o meio termo, mas nunca reconhecemos o meio, apenas o termo. e quando nos deparamos nas extremidades, vemos atitudes mal feitas, escolhas infelizes e tristeza pelo caminho. mas quando batalhamos para chegar ao meio do termo, conquistamos atitudes maduras, escolhas bem tomadas e alegria por companhia.
é... dias de chuva e dias de sol. noites quentes e manhãs frias, ou noites frias e manhãs quentes, seja como for, deixo as pegadas pelo caminho. e eis que a primavera chega, as flores iluminam meu jardim e o céu brilha a todo instante.

e quanto aquela sensação?!?... bem, o tempo saberá melhor do que eu o momento de passar, mas eu sei que não posso ser dominada por ela, e sim eu controlá-la. "Mente sã, corpo são."  

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