sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A ajuda que aleja

E eis que vamos ampliado nossos horizontes, trazendo consigo outros olhares e eis que finalmente encontramos histórias que completam nossos pensamentos e trás calmaria em nossos corações e deixam nossa alma mais leve... e quem sabe aprendemos mais um pouco?!!

"Conta-se que havia um casulo ao qual a larva já em fase final de transformação estava fazendo esforço para quebrar a leve película e assim ganhar ares novos. E ali estava um senhor a observar todo o trabalho deste bichinho tão pequeno. E o senhor pensa consigo: - Mas que sofrimento dessa borboletinha! E eis que o senhor se postou a esperar, mas logo pensando no que poderia fazer para ajudar o bichinho em sofrimento, pegou uma tesoura e cortou o casulo ao qual o bichinho ali estava, fazendo no seu tempo todo o trabalho de soltura. E depois que o senhor cortou e abriu o casulo da borboletinha esta ficou ali, prostrada, sem forças para alçar vôo. E o senhor não entendeu o por quê."
E eis que ao cortar e abrir o casulo, em vez de ajudar a borboletinha, o senhor aleijou-a, não permitiu que a mesma pudesse desabrochar em seu devido tempo. Ao tentar interromper o sofrimento alheio, o senhor rompeu com o seu crescimento também. Achando que estava apenas ajudando-a, o senhor fez completamente diferente, impossibilitou que a borboletinha passasse por um processo fundamental para o seu amadurecimento. Que ali, durante aquele período de "sofrimento", também o era um momento de crescimento e fortalecimento físico, pois ainda precisava das substâncias químicas contidas dentro do casulo para madurar suas asas. E assim me deparei em como até mesmo para ajudar devemos ter um dissernimento maduro. O senhor não soube ser paciente, sem conhecer do fato se pôs a encerrar o momento pensando que estava ajudando. E quantas vezes assim o fazemos. Querendo acabar com o sofrimento alheio, despensamos ações que não deveriam ser nossas. E assim desequilibramos o mundo.

p.s.: acho que isso acontece mais entre pais e filhos. quando um pai vê o sofrimento do filho, não suporta que seu próprio ser esteja em dor e logo quer exterminá-la, achando que isso será de ajuda ao filho. E por vezes que isso é verdade mas há outras em que na verdade o está alejando para a vida. Pois na vida não há muitas segundas chances ou se quer uma segunda chance. Na vida não há pessoas que passarão a mão em nossas cabeças. E a vida sempre estará tentando em nos tirar dos trilhos. E se sempre nossos pais fizer o que é de nossa responsabilidade, dificilmente iremos adquirir as forças necessárias para o nosso crescimento. Crescimento este extremamente necessário, uma vez que nenhum ser humano é imortal, logo, em algum momento de nossas vidas teremos que enfrentar o mundo... e sozinhos.

Depois me pus a pensar em trabalhar mais a paciência. Ter paciência em ajudar e ser ajudada. Para falar a verdade gosto mais de ajudar do que ao contrário. Mas não me aperto se acho que preciso de ajuda. Mas prestarei mais atenção se o caso no caso para o meu próprio amadurecimento e assim ponderar mais as ajudas. Enfim, ninguém falou que ia ser fácil, mas que parece cada vez mais difíci, ah isso parece! ;-)

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