sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Orfandades

Tudo aquilo que começa e é interrompido se torna órfão.
O amor que não pode ser entregue.
A palavra que não se finalizou.
O pensamento que foi chamado a atenção.
O olhar que se cruzou.

Palavras e sentimentos... coisas meio antagônicas pelas palavras serem pequenas quando os sentimentos são tão longínquos. 

A orfandade de um mãe que perde o filho.
Do filho que entrega a mãe e perde-se da rotina.
O emprego que se desfez e o dia a dia que não mais acontece.
O sonho que se desmanchou ao se acordar.

Ser órfão e fazer o outro órfão. Ciclos de perdas e ganhos.
Achados e perdidos... as vezes mais perdidos do que achados.
E mesmo querendo dividir tanto, ainda há o egoísmo carregado no peito, a falta de caridade e o medo de perder o que nem mesmo me pertence.

"Só é seu aquilo que você dá."
*Lampirônicos

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