Prestar contas

Como se explica para uma criança que papai e mamãe não moram mais juntos?
Como se explica para um surdo o som de um avião?
Como se explica para um cego a cor do céu?
Como se explica para um coração que ele não é mais quisto?

Sim, terminaram por aqui.
E há dúvidas, há incertezas no meio do certo.
Engraçado que mesmo sabendo que foi o melhor o que aconteceu, pairam dúvidas que a mente pensa porque é a materialização do que o coração sente. Já que coração não tem boca, a alma sofre e mesmo que o racional responda, o coração na também falta de ouvidos, fica na falta de explicações.

E agora, neste prestar contas ao próprio coração que se refez, que se esticou, se mobilizou, se transformou, e ainda sim está só. Se sente só...

E te pergunto, como explico a matemática da paixão para quem esperou o amor?
Pois foi o amor que haviam me dito que havia por lá.
Se engaram... e quem está pagando a conta é o coração que não tem ouvidos. E mesmo que tivesse, não acho que seria diferente, pois você se enganou e me enganou.



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