domingo, 21 de dezembro de 2014

2014... 2015

Sabe, já falei aqui que Ano Novo sempre teve um gostinho a mais do que Natal para mim. Apenas nunca soube dizer o por quê?

Mas venho aqui confessar o quanto ainda carrego de sentimentos que gostaria de deixar para trás.
Mas aí também terei que confessar que hoje sei que não é deixá-los para trás, mas dissolvê-los.
Mas sendo assim, teria que reconhecer as mágoas, os rancores, os ódios, os dissabores, as desilusões ect etc etc
Mas se isso me fará uma pessoa melhor, então continuo na mesma, no mesmo desejo, na mesma condição, de certa forma deixar que aquilos façam parte de mim.
Mas então tem os obstáculos, que talvez o mais difícil, seja também a vantagem: fazer o trabalho meio que sozinho.
Mas limpando este ou aquele, mesmo que fique alguma sombra, me seguindo pelo próximo ano, creio que já terei almejado muito.
Mas será que ao percorrer e vencer estas pedras, removê-las, estarei eu protegida de outras?
Acho que não...
Mas se aprendo a lição em abstraí-las, qual seria a maior dificuldade em fazer o mesmo com o todo resto que aparecer?
Ah... paciência...
Ah... paciência...
Ah... paciência...

Por todas as conquistas, a paciência esteve presente, pois foi através dela que pude ver melhor, falar melhor, pensar melhor, melhorar, simples assim, melhorar.

É, então lá vamos nós, em mais uma empreitada.
Não negarei que as coisas seriam mais fáceis se pudéssemos conversar, dialogar, tomar um café. Rever conceitos. Compartilhar as dúvidas. Mas pra ti, na tua visão de mundo, é mais simples que o meu: tu partes do princípio de que não precisa de ninguém, que mais vale ignorar o que tenha acontecido do que lidar com as coisas, ruins e as boas... pois há e houveram. Houveram...

Feliz Ano Novo, meio adiantado eu sei... rs

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