domingo, 11 de janeiro de 2015

Caim e Abel

Uma mulher, um homem. Um convite, um sim. Uma saída, talvez balada, talvez barzinho, talvez jantar, talvez apenas um drink. Conversas, bate papo, olhares, insinuações. Um movimento que aproxima, um toque suave que aconchega, um beijo na boca que rola. Mãos pra cá, mãos pra lá. Nem sempre de primeira (hoje em dia até mesmo o jogo da sedução ficou mais curto), mas talvez de segunda ou terceira, acabam na cama. Não sei se os dois saem satisfeitos. Por vezes sim, por vezes mais o homem do que a mulher. E aí seja um ou ambos, no sentido de "dever cumprido" se despedem. E antes de dormir, aquela sensação boa de que as coisas foram bem e tranquilas. Quando se abrem para um relacionamento, pode ser que esta sensação que muitas vezes confundida com "atração", ou gostar de leve, ou até quem o diga, se apaixonar. Por vezes é aquela sensação de vaidade que toma conta. Um sentimento de poder, de se sentir no comando de eu próprio instinto. Claro que por vezes, até pode ser que este sentimento se desenvolva e se torne algo nobre e por fim, uma solidez de almas. Mas de primeiro momento, não sei dizer o que seria... é uma confusão de fatores... e o que isso tem haver com o título?!?

Tão antigo quanto e pode-se dizer que até mais do que isso... este sentimento - a vaidade - toma conta do ser, da mente, do espírito, dos sentidos. Tantas coisas, pequenas coisas, cotidianas demonstram nossa pequenez em achar que as vezes sentimos traídos ou amor... e na verdade é a vaidade sendo ferida ou alimentada. Uma forte sensação que machuca, que repele, que pode fugir ao nosso controle. Infelizmente que nos dias atuais as pessoas tem se distanciado dos sentimentos nobres e na tentativa de aliviar suas tensões, dão vazão ao lado animal e por vezes ferem os sentidos alheios. Pode ser que foi sem querer, e pode ser que nem haviam pensado sobre isso avaliando seu amor próprio. Seja o que for, já é passado da hora em nos condicionarmos a REALMENTE avaliar nossas ações, ainda mais quando há outros envolvidos. Afinal, se cada um sempre levar a vida que quer sem se preocupar com o próximo, sempre teremos mágoas, sempre teremos choro. Ou, as pessoas irão se tornar cada vez mais frias, solitárias, fechadas, sozinhas e egoístas. E não acho que amor próprio seja sinônimo de rebeldia, de falta de limites e responsabilidades. E não posso crer que seja realmente isso o que cada um deseja para a sua vida, quando pensarmos, visualizarmos que mais adiante - em um futuro não muito distante de hoje - estaremos velhos. Possivelmente com saúde, mas velhos e talvez aí poderíamos desejar mais uma boa companhia do que a carne. Sexo é importante?! Sim! Mas não é o que sustenta uma relação a longo prazo. Tudo tem sua importância. E a vaidade manda em todas as áreas da vida, por ser algo que mora dentro de cada um de nós intimamente. E não apenas a vaidade, mas o orgulho também. E qual é a qualidade que você quer para a sua vida?


"O prazer é a felicidade dos loucos. 
A felicidade é o prazer dos sábios." 
by Jules Barbey D'Aurevilly

Nenhum comentário: