Momentos

Há momentos na vida que fazemos uma varredura de coisas.
As vezes é apenas material, outras emocional, outras vezes física.
Ainda que possamos teimar em manter algo ou alguém em nossas vidas, é dado momento de apenas concluir o passo, ao qual cada um que já segue seu caminho, diga adeus. Por vezes que isso acontece de forma consciente e tranquila, por outras inconsciente e tranquila, mas por vezes há remorso, há luta, há dificuldade em largar o que nem mesmo está preso. E eu tenho esta dificuldade em apenas largar o que nem mais está comigo. Temo que ao abrir mão do presente que não quero, acabe levando consigo o passado que me agradou. 
Mas é dado este momento. Talvez até mesmo por uma seleção natural de acontecimentos, de evolução, de desenvolvimento pessoal. Mas é dado este momento ao qual creio que deixei se prorrogar na tentativa de que pudesse estar errada. Mas não estou e já não posso mais enganar mais a minha mente. Meu coração clama, minha alma já vem me avisando há algum tempo. E por hora não que seja difícil julgar, mas penso que ainda a opinião alheia pese, fato que não deveria mais fazer parte de meus pensamentos. Mas já julguei, refiz o julgamento e mesmo assim, é dado a mesma condenação, a mesma pena, a exclusão. Fim da linha meu caro. Minhas coisas já recolhidas a tempos, meus passos que já estavam próximo da porta aberta, me retiro com respeito e dignidade, pois hoje você não pode apontar meus defeitos, nem mesmo minha moral. Minhas qualidades presentes brilham e minha conduta reflete minha mudança. Sigo nem sempre firme, mas meus sentimentos me confirmam minha ideia. Obrigada pelos ensinamentos, mas hoje quem teria o que aprender é você. Feliz por ter divido tantos anos, mas já não somos mais alegres em nossas conversas. Passado a hora de partir. Adeus...

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