Já não vale mais amar de qualquer jeito

Em uma noite fria do lado de fora e quente do lado de dentro...
Entre as luzes matinais que raiavam entre as frestas da janela...
O aconchego de um lar e não apenas de uma casa, vai se construindo...

E já não se pode mais amar de qualquer jeito.

Após uma conversa se fala:
- Ah amor, obrigada! (após uma oferta de opção - me reservo o direito em não dividir)
- Não é obrigada amor... é assim que se ama.

E fiquei assim, ao mesmo tempo chocada pela colocação, pela dedicação, pela abreviação da mostra do compromisso assumido. Uma chuva de entendimento me percorreu o corpo, uma nova emoção de agradecimento que desde o dia que o conheci passei a fazer. E fiquei mais que feliz ao ver que finalmente encontrei alguém que não basta amar... já não basta mais amar de qualquer jeito. De errar, pedir desculpas e amar. Não é discutir, pois creiam ou não, nunca houve discussão, mas dialogar, falar e ouvir, tomar espaço e devolver espaço. É antes de qualquer coisa, analisar os passos, é meditar sobre as conversas, é simplesmente ter o que sempre pedi: um companheiro.

E aqui as palavras ficam quase nulas perto do que aprendi.
Assim como antes houve o momento que deixar de fazer o mal era um ganho e que hoje deixar de fazer o bem é um mal. É chegado os tempos que precisamos amar, e não é de qualquer jeito, sem pé e nem cabeça, sem pensar e apenas sentir. Óbvio que o amor continua e sempre cobrirá a multidão de pecados. Mas é chegado a hora em atribuirmos o racional junto ao emocional, em um mesmo patamar, ou até mesmo, evoluir mais o emocional acordando o racional.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Entender vs. Compreender

Tradição

Morte e Doença - Death and Illness