"Não é quem, mas o quê!"

'O Topo da Montanha'

Uma peça M-A-G-N-Í-F-I-C-A com todas as letras maiúsculas sim sr.
Não apenas esta frase, mas todas também me impressionaram muito.
Uma obra de arte, sem dúvida!
Fala da última noite antes de Martin Luther King ser morto. Fala sobre racismo, ainda que ele falava das pessoas como um todo e não separados.
Fala de amar ao próximo, de cultivar a igualdade perante a vida.
E ao ouvir a frase que Taís fala: - Não é quem mas o quê! me respondeu muita coisa na cabeça. Pois é o orgulho, a vaidade, o ódio, a luxúria etc etc etc, todos os pecados capitais e mais um pouco que fazem o que fazem com o homem. Por certo que aquele que quer se dissipar da dores, irá tentar (e conseguir) se livrar das amarras do preconceito, das angústias de querer sempre e mais poder sobre os homens. Pois o ser livre é aquele que não demanda nada pela ordem, mas o faz pelo exemplo e pela certeza de ser o que é, sem pedir aprovação ou impor regras. Reconhece que o verdadeiro poder está sobre si e não sobre o outro.
Infelizmente que no presente momento de tanta corrupção, o que se faz é queda de braço para ver quem manda mais... e ali ficamos, o povo, esperando, aguardando, desejosos que em um futuro que esteja muito longe, haja políticos que queiram realmente exercer suas funções, executar seus mandatos por direito sem manchar seus nomes.
E uma outra frase dita: - Caminhando não chegaremos a lugar algum. E talvez de início é o que sabemos fazer para demonstrar nossa insatisfação. Mas depois, realmente, caminhar fisicamente não nos levará a lugar algum. E olha que muita gente já gastou sola de sapato com isso. Acho o ato interessante e necessário para mostrar a quantidade de pessoas que querem mudança. Mas a mudança de fato não dará se não iniciar por nós mesmos. Quantas vezes já fomos corrompidos e corrompemos nos pequenos atos desde a infância?! Quantas vezes já barganhamos coisas com as crianças...?! E é esta a educação que ela aprende. Isso que precisa mudar. Nossa cultura de querer levar vantagem em tudo. Nossa cultura de querer ganhar algo em troca para fazer o que é de responsabilidade profissional de cada ser que assume o cargo que for.
Se nós não mudarmos nossa conduta, como é que chegarão pessoas para fazer política de forma honesta??!!?

Apenas um p.s.: tanto eu quanto meu marido notamos que haviam muito mais pessoas Afro-descendentes neste espetáculo do que me qualquer outro que já havíamos ido. Claro que o interesse e assunto da peça atrai os semelhantes, mas também creio que a maior socialização de todas pessoas ajuda a reconhecer o nosso país.

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