terça-feira, 13 de junho de 2017

Ser cristão é diferente de estar cristão

Hoje estou mulher, filha, irmã, sobrinha, prima, cunhada, tia, esposa... necessariamente nesta ordem.
Também estou síndica! Rapaiz... que treino, que aprendizado e que estudo do comportamento humano.
Agora passo a compreender as lutas diárias que nossos mentores/guias/anjos da guarda travam diariamente para que possamos nos elevar, buscar harmonia em nossa vida, para alcançarmos a felicidade.
Comparativamente é muito próximo um condomínio da sociedade que desejamos que melhore. Porém sempre é o mesmo fator que nos move ou nos detém, que damos apoio ou falamos mal.
Poucos olha para o conjunto, para a harmonia. Por vezes acham que o local aonde moram é apenas da porta para dentro. E tudo o que envolve os outros, é problema dos outros e não seu.
Se a situação lhe foi favorável, agradecem, mas se não, xingam. Não pensam no coletivo, no que for melhor para mim, tem que ser para o outro também, sem privilégios ou preconceitos.
E há aqueles que entendem, que favorecem a comunicação, há aqueles que só vendo para crer, há ainda aqueles que nem vendo acreditam, há os que nem chance lhe dá de mostrar, dialogar, apenas reclamam e saem como se as regras (que sempre foram as mesmas) tivessem sido alteradas; e os que nada, simplesmente nada fazem. Mas pior ainda aqueles que tentam a todo instante atacar, cutucar, fofocar, puxar o tapete, desestabilizar, aproveitar a ignorância alheia para praticar o mal.
Rapaiz!!! Que aventura... e ainda bem que mesmo antes do começo (há mais de 10 meses atrás) que uma voz sempre me disse e repito, não sou síndica, estou. Pois com certeza, este treino de tolerância diária que é um desafio, não conseguirei levar mais adiante por muito mais tempo. Haverá a hora que terei que me afastar para descansar, recuperar o fôlego, me fortalecer e nadar em outras águas. Pois a vida é de passagem e é preciso mudar.
Muita oração, vigília de pensamentos, ações neutras, decisões em conjunto e mais oração, e agradecimentos por tudo o que foi conquistado, afinal nada tenho feito sozinha.

E aí que faço o paralelo com a sociedade... é fácil ser bonzinho na igreja católica, protestante, evangélica, no centro espírita e umbanda. O difícil é ser bonzinho na rua, em casa, no trabalho, no trânsito. Estar é bem diferente do ser. Crer não é saber. Falar nem sempre é fazer. Por isso meu caro, opiniões alheias não define meu caráter, não representa o que eu sou. São opiniões de ponto de vista dentro do momento que estou, pois o que sou é carregado a todos os momentos comigo, que ao serem testados em casa, na rua, no trabalho, no trânsito respondem, mas apenas para aqueles que estejam com os olhos bem abertos, pois aos que querem tudo para si e nada para o outro, ainda não consegue enxergar além do próprio umbigo.

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