O que se sente mas não se divide

Falar de amor é mais fácil do que da dor?
Depende.
Falar de amor pode parecer mais fácil pois quando enchidos de felicidade, se fala pelos cotovelos. E quando sentindo dor, não se fala, se cala ou muge ou agride.
E no mundo se é esquecido que quando ocorre a perda de alguém ou algo, toda a família o sente. Cada qual com seu jeito, cada qual na sua forma, mas a dor em si é proveniente do mesmo ponto, mas divergente no estado latente que fica e na vida que procede.
Ao perder algo, que na maioria dos casos não é perda, nem abandono, nem nada, apenas uma transição, mudança de comportamento, pois perder de fato ninguém perde nada, ocasiona uma dor pela obrigatoriedade de aprender, da forma certa ou não, a viver o que nem se pronunciava.
Falar de dor deveria ser mais fácil, pois em um mundo ao qual ainda ocorre mais agravantes para evoluirmos do que a bondade para sermos felizes, a dor não deveria ser um assunto escuro, omisso, jogado para debaixo do tapete.
Há quem o use como muleta até por ser um sentimento velado.
Há quem o use como desculpa para tudo que nada quer e evitar ter que encarar mais mudanças, nem sempre com dor, mas com certeza com incômodo.
É, há muitas coisas ainda segregadas, distanciadas, escondidas... 
O pior é aquele que ainda nega que possa haver este tipo de sentimento em si.

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